BREVE HISTÓRIA
DOS
PLANETÁRIOS

O objectivo de qualquer Planetário, é trazer à Humanidade o antigo gosto em observar o céu estrelado, compreender a harmonia e o sistema do Universo, sem ser perturbado pela poluição atmosférica ou luminosa. Um Planetário permite uma condensação de tempo, de tal ordem, que dias, anos e séculos, se transformam em minutos e segundos!

Os primeiros modelos, em volume, da representação da esfera celeste, surgiram antes do nascimento de Cristo, inventados por Arquimedes, Possidónio e Boécio. Mas, na realidade, modelos expressivos do céu não poderiam ser materializados antes do sistema universal de Ptolomeu (cerca de 150 DC), o qual fixou como centro do mundo o globo terrestre imóvel e que só foi ultrapassado pelo sistema do famoso astrónomo polaco Nicolau Copérnico (1473-1543), depois de ter vigorado durante cerca de 1400 anos. A partir daí, todas as espécies de planetários, como Astrolários, Telúrios e Lunários, foram então construídos. Também a destacar, o relógio artístico-astronómico de Schwilgue, da Catedral de Estrasburgo (1843), assim como os enormes globos celestes, com estrelas na superfície interna ou representadas por meio de pequenos orifícios, variando de diâmetro, segundo o grau de brilho, através dos quais a luz do dia podia penetrar no seu interior e dar a impressão de estrelas cintilantes. Como exemplo deste tipo, temos o globo de Gottorp, com um diâmetro de 3,5 metros, construído por Andreas Busch, durante a segunda metade do séc. XVII, ou então o globo instalado pela mesma altura, no velho castelo de Jena, construído por Erhard Weigel (1625-1699), com um diâmetro de 6 metros. O Planetário coperniquiano do Museu de Munique, construído em 1924, levou ao posterior desenvolvimento dos Planetários Mecânicos.

Os modernos planetários de projecção, têm uma raiz comum, no modelo I elaborado em 1923, pela fábrica Zeiss de Jena. Foi o desejo de poder projectar um céu artificial através de um grande número de projectores dotados de um movimento próprio, através de um aparelho colocado no centro de uma sala, cuja superfície hemisférica interior serviria como tela de projecção, em forma de cúpula, possibilitando a visualização de céus estrelados a partir de todas as latitudes geográficas, cintilando quase do mesmo modo que no firmamento real e dando a sensação de distâncias infinitas, que levou a uma construção inteiramente nova, dando lugar, no início dos anos 40, aos tipos de Planetários actuais, que começaram a ser sucessivamente instalados nas principais capitais europeias e que hoje em dia se encontram espalhados por todos os continentes, fazendo já parte da vida pública dos cidadãos, não só como ferramenta para aquisição de conhecimentos astronómicos necessários aos estudantes, mas também como valioso contributo para o crescimento global de uma atenta consciência colectiva, que permitirá um maior aprofundamento e compreensão da dinâmica deste nosso planeta azul.

Nos nossos dias, o Planetário pode funcionar como escape ao fatídico stress do dia a dia, funciona como pólo de informação filtrada de modo a tornar simples e acessível toda a informação recebida dos grandes centros científicos internacionais, privilegia o espírito e a mente humanas, proporcionando grande poder imaginativo e estimulando a criatividade dos mais novos, aqueles que são o futuro da nossa sociedade, promovendo não só, a cultura científica, mas também, despertando os jovens para a ciência e consequentemente, incrementando vocações profissionais técnico-científicas, cruciais ao desenvolvimento sustentado de uma vanguarda tecnológica global.

 

 

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