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ELEMENTOS HISTÓRICOS SOBRE A CONSTRUÇÃO DO PLANETÁRIO CALOUSTE GULBENKIAN
Custo do empreendimento
Na construção do Planetário, cujos trabalhos decorreram entre Setembro de 1963 e Julho de 1965, foram despendidos 11 milhões de Escudos. A Fundação Calouste Gulbenkian doou 7 milhões de Escudos (daí a denominação dada ao Planetário) para a aquisição do equipamento de projecção e a respectiva cúpula interior, tendo ficado a cargo do Estado as despesas relativas às obras de construção civil, instalação de condicionamento de ar, instalações eléctricas e plateia, no montante global de 4 milhões de Escudos.
Estudo para aquisição do equipamento
A escolha do equipamento foi efectuada por uma comissão, constituída pelos Prof. Doutor António Perestrello Botelheiro (Director do Observatório Astronómico da Ajuda), Comandante Eugénio Eduardo da Silva Gameiro (em representação do Ministério da Marinha) e Arquitecto Frederico George (autor do projecto arquitectónico).
O Comandante Eugénio Conceição Silva, que foi depois o primeiro Director do Planetário, teve a seu cargo toda a responsabilidade da parte óptica do equipamento, o Eng.º Manuel Camacho Simões foi o responsável pela parte eléctrica e o Eng.º Mário Gomes Páscoa por toda a parte das estruturas e cúpula.
Adjudicações
As adjudicações das diversas empreitadas foram efectuadas entre Setembro de 1963 e Novembro de 1964. O equipamento foi adjudicado à firma Centro Técnico Hospitalar, os trabalhos de construção civil à firma NOVOPCA, as instalações eléctricas à firma ISOLUX, Lda, e as instalações de ar condicionado, águas e esgotos, à firma Indústrias Térmicas Reunidas Nunes Correia.
Fiscalização da obra
A fiscalização da obra esteve a cargo da Delegação das Novas Instalações para os Serviços Públicos.
 
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